Empresas e Jovens se Encontram em Feira de Oportunidades na OAB/DF

 


imagem: reprodução


A Feira de Oportunidades de Contratação de Pessoas com Deficiência e Jovens Aprendizes, realizada neste sábado (27) na sede da OAB/DF, transformou-se em um espaço de esperança, inclusão e recomeço. No movimento dos corredores, entre estandes e fichas de cadastro, histórias reais de superação e ambição ganharam destaque do lado das empresas, o compromisso com a diversidade; do lado dos jovens, o sonho de entrar no mercado de trabalho.


Empresas Apostam na Inclusão


Entre os empregadores presentes estava o Hospital Anchieta, que ofereceu 20 vagas para jovens aprendizes e pessoas com deficiência (PCD). As oportunidades são distribuídas nas áreas administrativa, operacional, nutrição e atendimento, com atuação prevista em unidades localizadas em Taguatinga e Ceilândia*.


“Temos vagas para PCDs, mas também estamos fazendo pré-cadastro de não deficientes”, explicou Lidiana da Silva Vieira, representante do setor de captação e seleção. Após o preenchimento da ficha na feira, os candidatos serão convocados para as próximas etapas do processo seletivo na empresa.


Para Lidiana, participar do evento foi estratégico: “Em Ceilândia já atendemos a cota legal de PCDs, mas precisamos de mais colaboradores com deficiência em Taguatinga. É uma chance real de inclusão, e a feira abre essa porta.”


Histórias de Superação e Sonhos


Pietro: autismo e o caminho para a TI

Com 16 anos e estudante do 2º ano do Ensino Médio, Pietro de Almeida Silva, que é autista, inscreveu-se para uma vaga no Hospital Anchieta. Ele contou que descobriu seu diagnóstico após dificuldades na escola e apoio da família. “Minha mãe foi atrás pelas redes sociais, e tivemos o laudo”, relatou.


Pietro tem interesse em administração e tecnologia, e sonha em trabalhar na área de TI. “Me divirto quando estou aprendendo”, disse, com orgulho. Seu maior objetivo? “É ter uma casa própria.” Sua presença na feira mostra como iniciativas assim podem abrir portas para talentos muitas vezes invisibilizados.


Adriel e Márcia: a busca pela primeira oportunidade

Ao lado da mãe, Márcia Cabral, o jovem Adriel Cabral, de 17 anos e estudante do 3º ano do Ensino Médio, buscava sua primeira experiência profissional como jovem aprendiz. Foi por meio de um grupo de WhatsApp que souberam do evento  a primeira vez que participam de algo assim.


“Quero começar a trabalhar logo depois da aula. No futuro, quero cursar sistemas de informação ou desenvolvimento de softwares”, afirmou Adriel, entusiasmado. Para ele, a feira foi um catalisador para transformar planos em ação.


Um Encontro Transformador


Mais do que uma simples troca de currículos, a feira promoveu encontros humanos, onde empresas puderam ver além do perfil técnico e jovens puderam mostrar seu potencial, determinação e sonhos.


Iniciativas como essa reforçam a importância de políticas públicas e parcerias institucionais para reduzir o desemprego juvenil e garantir igualdade de oportunidades.


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