Homem que degolou mulher em Taguatinga vivia em situação de rua
Uma cena terrível no meio da madrugada. Uma mulher foi degolada por um homem com quem dividia a mesma realidade: a rua. O suspeito já tinha passagem pela polícia e uma medida protetiva contra ele. Mesmo assim, cometeu o crime dias depois de ser solto. Como esse feminicídio pôde acontecer, mesmo com a informação de que o suspeito estava em liberdade há 4 dias.
Crime brutal em Taguatinga: homem degola mulher durante a madrugada
Na madrugada desta terça-feira (23/12), um crime chocou os moradores de Taguatinga, no Distrito Federal. Um homem deglou uma mulher na QNL 16, conjunto B, enquanto ambos viviam em situação de rua. A vítima, cuja identidade ainda não foi divulgada, morreu ainda no local.
O autor do crime, também sem residência fixa, foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) poucas horas após o assassinato. Segundo o tenente Rogério, que acompanhou a operação, os policiais encontraram o corpo já sem vida e, com base nos relatos de testemunhas, iniciaram buscas imediatas.
As pessoas próximas ao local descreveram as características do agressor, as roupas que usava e o caminho que ele tomou após o ataque. Com essas informações, equipes especializadas saíram em perseguição e conseguiram localizar o suspeito, que foi detido sem resistência.
Suspeito confessa o crime e arma usada era um facão
Durante a abordagem, o homem confessou ter usado um facão para matar a vítima. A confissão direta, aliada às evidências no local, reforçou a gravidade do caso. O objeto cortante foi apreendido pela polícia como prova do crime.
O que mais chama atenção é o histórico entre os dois. De acordo com a PMDF, o suspeito já havia sido preso em setembro por lesão corporal contra a mesma mulher. Na época, foi aplicada uma medida protetiva, mas o agressor foi liberado novamente no último dia 19 de dezembro — ou seja, apenas quatro dias antes do feminicídio.
Polícia já havia abordado o suspeito horas antes do crime
Em uma tragédia dentro da tragédia, o mesmo homem havia sido visto por policiais cerca de cinco horas antes do assassinato, nas proximidades da QNL 16, portando uma faca. Na ocasião, foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), a arma foi apreendida, e ele foi liberado.
Mas, mesmo desarmado temporariamente, o suspeito conseguiu outro objeto cortante pouco tempo depois — e o usou para cometer o crime mais grave possível.
Caso vai para a Polícia Civil e investigação está sob responsabilidade da PCDF
Após a prisão em flagrante, o homem foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), onde o caso será investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O delegado responsável deverá analisar todo o histórico de violência doméstica envolvendo o casal, bem como as falhas no sistema que permitiram que o agressor voltasse às ruas tão rapidamente.
O caso levanta questões urgentes: como proteger vítimas em situação de vulnerabilidade extrema? E por que alguém com medida protetiva vigente foi liberado logo antes de cometer um feminicídio?
Quantos alertas foram ignorados até que essa mulher perdesse a vida?
Será que a justiça age rápido o suficiente quando se trata de violência contra mulheres em situação de rua?
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