Alexandre de Moraes autoriza visitas de filhos de Bolsonaro no hospital
| Imagem: Reprodução |
Jair Bolsonaro está internado para uma cirurgia delicada, mas o que acontece dentro do quarto do ex-presidente virou alvo de atenção máxima. O ministro Alexandre de Moraes liberou a visita dos filhos, mas com regras rígidas: nada de celular, nada de gravação. Será que essa medida vai evitar novas polêmicas?
"Filhos de Bolsonaro podem visitar, mas não podem filmar. Decisão é de Alexandre de Moraes."
Bolsonaro é internado em Brasília para cirurgia de hérnia inguinal
Na manhã desta quarta-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde será submetido a uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal. O procedimento está marcado para ocorrer na quinta-feira (25), após avaliação de médicos particulares e peritos da Polícia Federal (PF).
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista contra a democracia brasileira, teve o tratamento autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — desde que todas as medidas de segurança fossem rigorosamente cumpridas .
Por volta das 9h30, ele foi conduzido pela PF da Superintendência da Polícia Federal até o hospital, sob forte esquema de segurança. Acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente passou por exames pré-operatórios ao longo do dia, conforme informado pelos advogados de sua defesa.
Ministro libera visitas, mas impõe restrições severas
Em decisão recente, Alexandre de Moraes autorizou que os filhos de Bolsonaro possam visitá-lo durante a internação, desde que respeitem as regras gerais do hospital aplicáveis a todos os pacientes. No entanto, há uma condição clara: é proibido o uso de qualquer equipamento eletrônico dentro do quarto .
O ministro reforçou que nada poderá ser gravado, fotografado ou transmitido durante as visitas. A medida visa evitar que imagens sejam usadas para fins políticos ou para tentar influenciar o debate público em meio ao processo penal em curso.
A vigilância no local será contínua: dois agentes ficarão posicionados à porta do quarto, enquanto outras equipes da PF atuarão dentro e fora do hospital para garantir que não haja qualquer tentativa de burlar as normas .
Clima tenso e olhos atentos sobre o hospital
O caso ganhou grande repercussão nas últimas horas. Apesar de ser um procedimento considerado de rotina, a presença de Bolsonaro em um hospital privado, mesmo sob custódia, gerou críticas entre setores da sociedade. Muitos questionam privilégios em meio a um sistema de saúde pública sobrecarregado.
Ao mesmo tempo, aliados do ex-presidente afirmam que o direito à saúde deve ser garantido a todos, independentemente da condenação. Mas também sabem que cada movimento é observado com lupa.
A equipe médica responsável pela cirurgia ainda não divulgou detalhes completos do quadro clínico, apenas que o procedimento é necessário e que o risco é compatível com o perfil do paciente.
Você acha justo que um condenado por crime contra a democracia tenha acesso a um hospital privado? E o que pensar da proibição de celulares nas visitas — é proteção ou censura?
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