Mãe de Brasília Revela Como Banco de Leite a Ajudou a Superar Desafios da Amamentação
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Após enfrentar obstáculos logo após o nascimento do filho, a psicóloga Jéssica Assunção, 34, encontrou no Banco de Leite do Hospital Regional de Taguatinga o suporte necessário para seguir amamentando. Com orientações técnicas sobre pega correta e ordenha, ela conseguiu superar dificuldades como mamilos invertidos e a internação do bebê, Téo, por icterícia. Em apenas 20 dias, o recém-nascido recuperou o peso perdido, passando de 2,88 kg para 3,36 kg.
O atendimento, gratuito e oferecido pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível para todas as mães, sem necessidade de encaminhamento médico. O serviço atua tanto no apoio direto às gestantes quanto na coleta, pasteurização e distribuição de leite humano para bebês prematuros ou em situação de vulnerabilidade.
No primeiro semestre de 2025, 1,6 milhão de mães receberam orientações sobre amamentação em todo o país, um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de bebês prematuros beneficiados cresceu ainda mais: 8,6%, totalizando 135 mil crianças. Apesar dos avanços, houve uma queda preocupante na quantidade de leite coletado: uma redução de 14,5%, passando de 143 mil litros em 2024 para 123 mil litros em 2025.
Para a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Rossiclei Pinheiro, o apoio profissional é essencial para evitar o desmame precoce. “Muitas mães desistem por falta de informação ou orientação inadequada. O trabalho dos bancos de leite é fundamental para garantir que a amamentação se mantenha, especialmente nos primeiros dias de vida”, afirma.
A enfermeira Graça Cruz, coordenadora do Centro de Referência em Banco de Leite Humano do Distrito Federal, destaca a importância de encontrar uma posição confortável para mãe e bebê. Técnicas como a posição “cavalheiro”, aprendida por Jéssica, são exemplos de métodos que melhoram significativamente a eficácia da amamentação.
O Ministério da Saúde reforça o papel dos bancos de leite e oferece acompanhamento contínuo em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais. Em São Paulo, por exemplo, encontros semanais nas UBS promovem orientações em grupo, fortalecendo a confiança das mães e reduzindo o sentimento de isolamento.
A amamentação é reconhecida como uma das intervenções mais eficazes para reduzir a mortalidade infantil. Dados do Ministério da Saúde indicam que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses pode diminuir em até 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de um ano.
O Banco de Leite de Taguatinga, assim como outros espalhados pelo país, segue sendo um ponto de referência para milhares de famílias que buscam apoio nessa jornada.
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